Nessa lúgubre tristeza, sem nenhuma resposta dos céus
Apolo há de continuar dormindo
E Zeus apenas desdenha.
Essas árvores dançam, todas tão harmoniosas
Em um passo lento e nervoso.
Tão cedo minhas asas quebraram
E carreguei a cruz desenhada nas costas
Ainda assim vazia, inérte,
Tão morta me sinto. Pois que fazer?
Haverá um dia uma possível resposta
Para todo esse maldito e miserável sofrimento?
Haverá ele de um dia não parecer inútil?
Pois que será, meu Anjo?
Mostre-me o caminho, abra tuas asas
E nelas me deixe dormir...
Me deixe dormir o sono eterno
Aquele que tanto procuro.